terça-feira, 23 de outubro de 2012
A noite cai sem estrelas no coração vazio
No more sunshine
No more blue sky
Only sadness and disgrace
Tne sun rises in the beach,
the waves say me
Juliet, good.bye forever
no more, my beloved Romeo
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=1&s=5&l=2765
Dívida de coração
Candeeiro da noite, meu tão sereno confidente,
que nunca me puseste a nu o coração;
(talvez essa nudez nos perdesse); mas o declive
da vertente sul ficou ligeiramente iluminado.
Permaneces, ó candeeiro de estudante,
quem faz o leitor, de te
parar, admirado, e perturbar-se
com o seu livro, olhando-te.
(Tua simplicidade até pode diluir um Anjo)
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=2&s=38&l=1777
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Trabalho de menino é pouco, quem no despreza é louco
Um texto urgente q.b. para que se inicie logo na própria capa do livro.
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=5&s=134&l=2763
Colectivos Poéticos
A data limite para a inscrição dos Colectivos Poéticos foi alterada para o dia 26 de Outubro 2012. Pedimos aos interessados que se inscrevam sem demora.
1.ª MOSTRA DE COLECTIVOS POÉTICOS
“OS POEMAS TÊM VENENO NA BOCA”
A Poetria e a Metamorphosis apresentam a 1.ª Mostra de Colectivos Poéticos, com o objectivo de criar uma plataforma própria para a divulgação dos inúmeros projectos de grupos ligados à arte de dizer poesia em Portugal.
Queremos revelar e celebrar vozes múltiplas para versos infinitos, procurar ritmos vocais e encontrar sinergias poéticas numa experiência coral de partilha permanente da nossa poesia.
Os Colectivos, cuja inscrição seja aceite, irão participar num grande recital poético, ainda em 2012, subordinado ao verso de Isabel de Sá “Os poemas têm veneno na boca”.
Lançamos o desafio a todos os grupos, mais ou menos formais, que se juntam em torno da poesia, para também se juntarem a nós nesta aventura poética.
Inscrições:
- Até dia 26 de Outubro através de projectospoetria@gmail.com;
. Colectivos com um mínimo de 2 elementos e um máximo de 15 elementos;
- Envio do nome, número de elementos e ficheiro com uma leitura pelo Colectivo;
. Inscrição no valor de 10,00 Euros a liquidar directamente na Livraria Poetria.
Co-produção: Poetria / Metamorphosis
sábado, 20 de outubro de 2012
O poeta não morreu.
para o Manuel António Pina
é certo que por vezes conversando
lutavas contra luas e olhos baços
semi-cerravas dextras as palavras tuas
como se nos morresses aos poucos
de temor e de ternura
inexplicadas
porém
acostumados ao vaivém do luto
que os teus poemas acendiam
nas duas extremas
do corredor
e em todas as portas do labirinto
ficamos sem saber quem se cansou
da fadiga que te trazia
violentamente inalterado
à nossa presença
pudera eu escrever
com a tinta do frio nas costas
e directamente sobre o tampo polido
de uma mesa do café onde esperar
esse tempo amigo que tu eras
passado a limpo
mas haja noite
haja mais noite
e nós crianças
em perda de sono
envelhecendo cada um na sua voz
Regina Guimarães
a 19 de Outubro de 2012
terça-feira, 16 de outubro de 2012
O triplo medo do amor
Nós e o mundo palpitante vamos passando
Por entre almas de homens que vacilam e cedem
Como pálidas águas na sua corrida de Inverno,
Sob estrelas que passam, espu,a do céu,
Vidas neste rosto solitário.
W. B. Yeats
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=2&s=59&l=2761
A Grécia não, que está desperta
Para que servem poetas se não podem
Nem delirar, se os textos do delírio
Serão tomados pelo seu contrário?
Hélia Correia
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=1&s=5&l=2760
Lua deitada, marinheiro em pé
A ilha não existe na cortina mapa-múndi do banheiro. Abre
a torneira da água
quente, depois a fria
segue viagem por continentes e desertos, vai
por uma linha de fronteira ao supor da espuma de sabão.
João Miguel Fernandes Jorge
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=1&s=17&l=2759
Envelheço. É simples
Se pouso as mãos na tua pele
imediatos acidentes acontecem. Flores
brotam, pequenos terramotos,
incêndios, talvez revoluções
vertiginosas mudanças do clima
atrasos no horário dos transportes
gente urgente de beijar-se nas ruas.
Bernardo Pinto de Almeida
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=1&s=17&l=2758
imediatos acidentes acontecem. Flores
brotam, pequenos terramotos,
incêndios, talvez revoluções
vertiginosas mudanças do clima
atrasos no horário dos transportes
gente urgente de beijar-se nas ruas.
Bernardo Pinto de Almeida
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=1&s=17&l=2758
Micro-ficção portuguesa
Depois me dirá do Vento e me contarás de que lado é que ele sopra, a velocidade a que ele vai, o que leva no caminho, as terras que ele arrasa, os olhos que lhe faltam, a bocarra que ele tem.
Sara Monteiro, 1961
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=5&s=112&l=2756
A força da poesia da América Latina
Entre tu e eu sempre se opõe,
por muito que tentemos ignorá-lo,
o antigo cortume que dispõe:
"todo o estranho ardor há que acalmá-lo".
Reinaldo Arenas (1943 - 1990)
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=2&s=42&l=2757
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Poemas ao pai
Enterro a mão na sombra.
E a lâmina invisível
trespassa-me o pulso
até à alma.
O sangue corre para o lugar
onde o teu corpo dorme.
Embebe a terra que te protege
o sono. Lá em cima,
a estrela de alva
vê brotar uma papoila de fogo.
Maria João Reynaud
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=4&s=98&l=1879
Fernando Pessoa nos anos 40
O que fazem realmente os escritores dos anos 40, de que maneira constroem a sua voz? Demarc ando-se de Pessoa? Escrevendo contra ele? Será possível, ou útil, referir os modos de marcação de uma diferença pelos "poetas fortes" desses anos?
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=5&s=112&l=2755
No coração, talvez
Tome-se um poeta não cansado.
uma nuvem de sonho e uma flor,
três gotas de tristeza, um tom dourado,
uma veia sangrando de pavor.
Quando a massa já ferve e se reforce,
que um amor de poeta assim requer.
José Saramago
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=1&s=17&l=2117
Se digo água, beberei? Se digo pão, comerei?
A pequena viajante
morria explicando a sua morte
sábios animais nostálgicos
visitavam seu corpo quente
Alejandra Pizarnik
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=2&s=32&l=898
sábado, 13 de outubro de 2012
Pedro Eiras lê BELADONA
No próximo dia 18 de Outubro, no Café Lusitano - R. José Falcão - Porto:
Pedro Eiras lê BELADONA do seu último livro: BELADONA E OUTROS MONÓLOGOS
"... até bem dentro do século XIX, costumavam deitar, nos olhos das cantoras de ópera antes de subirem ao palco e das jovens antes de lhes apresentarem um pretendente, umas gotas de um líquido destilado da beladona, uma planta da família das Solanáceas, com o que os seus olhos ganhavam um brilho arrebatador, quase sobrenatural, mas elas quase deixavam de poder ver".
UM GRANDE MOMENTO DE LITERATURA, ESSA ARTE SEMPRE PRESENTE NAS NOSSAS VIDAS.
Pedro Eiras lê BELADONA do seu último livro: BELADONA E OUTROS MONÓLOGOS
"... até bem dentro do século XIX, costumavam deitar, nos olhos das cantoras de ópera antes de subirem ao palco e das jovens antes de lhes apresentarem um pretendente, umas gotas de um líquido destilado da beladona, uma planta da família das Solanáceas, com o que os seus olhos ganhavam um brilho arrebatador, quase sobrenatural, mas elas quase deixavam de poder ver".
UM GRANDE MOMENTO DE LITERATURA, ESSA ARTE SEMPRE PRESENTE NAS NOSSAS VIDAS.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Ai madre, moiro d'amor
Ai eu coitada!
Como vivo en gran desejo
por meu amigo
que tarde e non vejo!
Muito me tarda
o meu amigo da Guarda!
D. Sancho I (1154 - 1212)
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=1&s=14&l=533
Como vivo en gran desejo
por meu amigo
que tarde e non vejo!
Muito me tarda
o meu amigo da Guarda!
D. Sancho I (1154 - 1212)
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=1&s=14&l=533
terça-feira, 9 de outubro de 2012
1ª Mostra de Colectivos Poéticos
| Desafiamos todos os COLECTIVOS POÉTICOS deste país a mostrarem os seus talentos! A Poetria e a Metamorfosis juntam-se para dar a conhecer e (reconhecer) os melhores intérpretes da palavra poética. É um evento inédito que culminará numa festa da Poesia. Seguem as condições de participação. |
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Para Antonia Pozzi
Hoje,
deixarei que sopre
um bravo vento
no coração. À janela
das coisas silenciosas,
os cães
hão-de ladrar-me
entre infância e morte
a poesia.
José Carlos Soares
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=1&s=17&l=2749
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Rosas de todas as cores!
sáb.13 Outubro das 14h30 às 17h30
"Rosa"
Já um clássico desta Arte de dobrar papel. Para oferecer ou fazer lindos arranjos decorativos.
Esta sessão só se realizará mediante um mínimo de 6 inscrições.
20€ com material e certificado de participação incluídos.
É necessário inscrição prévia.
Cumprimentos,
Alexandra
Na "Lótus&Lírios", Largo Alexandre Sá Pinto, 44 Porto
222010730 / 917451218
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