quarta-feira, 3 de outubro de 2012
12 de Outubro, Café Lusitano, r. José Falcão, Porto, 22h
Pedro Eiras lê BELADONA do seu último livro: BELADONA E OUTROS MONÓLOGOS
"... até bem dentro do século XIX, costumavam deitar, nos olhos das cantoras de ópera antes de subirem ao palco e das jovens antes de lhes apresentarem um pretendente, umas gotas de um líquido destilado da beladona, uma planta da família das Solanáceas, com o que os seus olhos ganhavam um brilho arrebatador, quase sobrenatural, mas elas quase deixavam de poder ver".
UM GRANDE MOMENTO DE LITERATURA, ESSA ARTE SEMPRE PRESENTE NAS NOSSAS VIDAS.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Literatura para que te quero?
O que pode a literatura? Que utilidade tem? Que papel?
Há coisas que só a literatura nos pode dar.
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=5&s=112&l=1000
Todo o tempo do mundo
Há muito tempo que o rapaz que não tira os olhos do chão percorre ruas e ruas de alcatrão indistinto. Está para lá dos limites da cidade. Há muito tempo que a rapariga que desenha não encontra mais estátuas para inventariar.
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=5&s=126&l=2736
Miopia e astigmatismo
Elisa tem um corpo sem olhos verdes onde o olhar se reflecte sem poder parar. O corpo abre-se ao menor contacto como uma carnívora colhendo dez moscas.
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=5&s=115&l=2735
Mudar a vida
Afirmação, saúde, amor, prosperidade, criatividade, sucesso, auto-estima, que mais se pode querer?
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=5&s=132&l=2734
Diz que é uma espécie de diário poético
Divago: podia reconhecer nas margens os barcos, sombras imperceptíveis e suicidas com olhos esverdeados - antes de fixar a expressão oculta daquela mulher verdadeiramente presente no fundo de si. Quase imóvel. Como uma ficção que escolhemos para escapar ao tédio.
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=5&s=128&l=2733
Como usar os dicionários
Com resumos de 220 estudos empíricos e 450 referências bibliográficas este é, a nível mundial, o panorama mais abrangente das pesquisas sobre o uso dos dicionários. São muito úteis, no final do livro, o índice de autores, a listagem cronológica das investigações e os quadros sinóticos desses estudos.
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=5&s=134&l=2732
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
O gato e o rato
Sabem, tio e titi, estou a começar a sentir uma grande e quente sensação de afecto por mim que não tinha antes. Apercebo-me que sou o foco de atenção das esperanças e dos sonhos das pessoas e que através de mim vão cair ou surgir muitos destinos; se eu bloquear as estradas e queimar as colheitas milhões de pessoas vão sofrer.
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=6&s=107&l=2731
Confissões de adolescente
- Putinha, 18 anos, mulher. Quero trepar. Não penso em mais nada, quero trepar o dia todo. Não é de escolhas que eu falo, é de sexo. já ouviu falar?
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=5&s=134&l=2730
À senoite
estou óptimo stop cada vez mais liliputianos me visitam stop a maior parte esteve antes em nápoles onde visitou entrepostos lojas bazares estabelecimentos armazéns quermesses vendas stop alarguei horizontes fazendo massagens couro cabeludo stop fausto
Paulo Pego
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=1&s=17&l=349
Paulo Pego
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=1&s=17&l=349
Gil em verso
Milho verde, milho verde
Ah, milho verde, milho verde,
Ah, milho verde, maçaroca
À sombra do milho verde
Ah, à sombra do milho verde
Ah, namorei uma cachopa.
(Recolhida e adaptada por Gilberto Gil do folclore português)
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=4&s=99&l=582
Ah, milho verde, milho verde,
Ah, milho verde, maçaroca
À sombra do milho verde
Ah, à sombra do milho verde
Ah, namorei uma cachopa.
(Recolhida e adaptada por Gilberto Gil do folclore português)
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=4&s=99&l=582
Poesia toda, Herberto Helder
Dai-me um torso dobrado pela música, um ligeiro
pescoço de planta,
onde uma chama comece a florir o espírito.
À tona da sua face se moverão as águas,
dentro da sua face e4stará a pedra da noite.
- Então cantarei a exaltante alegria da morte.
(A colher na boca) - Herberto Helder
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=1&s=17&l=2729
As esperadas palavras
Vestiram-me este vestido
para não mais o tirar,
acho-o curto, acho-o comprido,
mas não o posso cortar,
bem quero, mas não consigo
o vestido acrescentar.
Maria Judite de Carvalho
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=1&s=5&l=106
No silêncio da terra
Aprendi a morrer com as paisagens
e mesmo assim não sei renunciar.
Nuno Higino
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=1&s=17&l=203
Ecolinguística
Ecolinguística encara os factos da linguagem na sua dinâmica e nas suas inter-relações.
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=5&s=134&l=2728
Recado aos corações despedaçados
Sentados no banco de um jardim, comem gelados, ela lambe o seu com uma longa e sedutora língua, depois morde abruptamente...
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=6&s=107&l=2727
Jorge de Sena, sempre
Um trabalho de pesquisa dos mais importantes sobre Jorge de Sena e a sua obra, mas também uma "conversa" com este autor multifacetado - poeta, romancista, contista, dramaturgo, ensaísta, crítico, tradutor, intelectual de vanguarda, onde temas como humanidade, fidelidade, utopia, cidadania, desencanto, amargura, exílio, ironia, Portugal, são recorrentes.
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=5&s=112&l=1566
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Revisitar a magia
Angústia minada de luz
Grandeza que ascende roída
Beleza votada ao pus
Fluída magia bebida
Miséria que ao alto pendura
do leste riquezas de outrora
Luz formosa e não segura
Luz por dentro luz por fora
Reino líquido mas denso
Podridão de diamante
Mais te quero mais eu pensoque és cidade reino amante.
Eugénio Lisboa
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=1&s=17&l=236
Moluscos de Mântua
Quando uma ostra abre a boca pede um beijo?
Carlos Pinto Vinagre
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=1&s=25&l=2720
Não estamos loucos
Desaparecem
repousando-me
a certeza
escancarada
do abismo
Pedro S. Martins
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=1&s=22&l=2566
Dicionário de provérbios
Se queres conhecer o vilão, mete-lhe a vara na mão.
Depois do mal feito, chorar não é proveito.
São Miguel, burgueses ricos; Terceira, fidalgos pobres; Faial, contrabandistas espertos.
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=4&s=133&l=2716
Um verdadeiro presente é sempre recíproco
O Instante
Onde estarão os séculos, onde o sonho
de espadas que os tártaros sonharam,
onde os sólidos muros que aplanaram,
onde a árvore de Adão e o outro Lenho?
O presente está só. Mas a memória
erige o tempo. Sucessão e engano,
é a rotina do relógio. O ano
jamais é menos vão que a vã história.
Entre a alba e a noite há um abismo
de agonias, de luzes, de cuidados;
o rosto que se vê nos desgastados
e nocturnos espelhos não é o mesmo.
O hoje fugaz é ténue e é eterno;
nem outro Céu nem outro Inferno esperes.
Jorge Luís Borges
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=2&s=32&l=1754
Onde estarão os séculos, onde o sonho
de espadas que os tártaros sonharam,
onde os sólidos muros que aplanaram,
onde a árvore de Adão e o outro Lenho?
O presente está só. Mas a memória
erige o tempo. Sucessão e engano,
é a rotina do relógio. O ano
jamais é menos vão que a vã história.
Entre a alba e a noite há um abismo
de agonias, de luzes, de cuidados;
o rosto que se vê nos desgastados
e nocturnos espelhos não é o mesmo.
O hoje fugaz é ténue e é eterno;
nem outro Céu nem outro Inferno esperes.
Jorge Luís Borges
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=2&s=32&l=1754
Alguns homens, duas mulheres e ela
C'est une erreur assez courante de penser qu'en couchant avec quelqu'un on fait quelque chose qui compte. C'est en dormant avec lui qu'on connait enfin ses rêves, ses songes, sa vie. - Félicien Marceau
Filipe entrando no bar, ao fim de seis meses de ausência silenciosa, surpreendendo-me muito bem acompanhada, talvez bem de mais (...) e dizendo, em tom de brincadeira: eu acho que a conheço de qualquer lado. Eu erguendo a cabeça, fitando-o nos olhos e respondendo: tem graça, eu não me lembro.
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=5&s=113&l=2713
Entravar a História que nos engole
Não é medo. É precaução. Ter cuidado. Nunca cheguei atrasada, nunca caí de um escadote, nunca escorreguei da banheira. Nunca morri. Uma vez torci um pé, mas mesmo assim cheguei a horas porque já vinha a contar com isso.
Visões Úteis
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=6&s=106&l=1078
LUZ
"Cada um de nós está só no coração da terra, atravessado por um raio de sol. E subitamente é noite" - Quasimodo
O poema é um céu de nuvens paradas. E num rito de purificação com água de imagens, de matérias arrefecendo, o intenso fogo da tarde é um bafo levitando. - Adelino Ínsua
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=5&s=128&l=207
terça-feira, 25 de setembro de 2012
CAMILO PESSANHA - Os poetas do ópio
Eu vi a luz em um país perdido
A minha alma é lânguida e inerme.
O! Quem pudesse deslizar sem ruído
No chão sumir-se como faz um verme.
27 Setembro 2012 - Café Lusitano, r. José Falcão - Porto, às 22h
Apresentação: Pedro Eiras
Leitura de poemas: Celeste Pereira, Susana Guimarães, André Sebastião, Patrícia Lino, Fernanda Rodrigues.
Acompanhamento musical (Violoncelo) - Ricardo Tauber
Projecção do filme "Um poeta ao longe" de Francisco Manso
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Sentir o ritmo antigo das marés
Invento uma lira
de acordo com a solidão
das pedras, da cor
de horas antigas.
Sussurro, pois,
o lamento fundo,
no que perpassa as
marés, em limos
ondeantes.
Depois, os degraus
do cais, sinuosos por
tempos esquecidos, restam
num sedimento fecundo,
que trago à tona
das águas.
José Manuel Morão
de acordo com a solidão
das pedras, da cor
de horas antigas.
Sussurro, pois,
o lamento fundo,
no que perpassa as
marés, em limos
ondeantes.
Depois, os degraus
do cais, sinuosos por
tempos esquecidos, restam
num sedimento fecundo,
que trago à tona
das águas.
José Manuel Morão
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Delírios e visões
Está um frio de cão, a hospedeira que me alberga não admite mulheres por isso vou dormir com Eva por sob o vão de um prédio, partilhamos um colchão com uns vagabundos que ali pernoitam. Tenho febre e há dias que não como, superei no entanto a angústia, já nada me importa, pressinto a morte mas não me preocupo, estou possuído agora por uma beatitude um pouco eufórica, deixei de me lavar, quando não estou possuído por visões deliro, as minhas funções fisiológicas reduzem-se ao mínimo, a minha carcaça alberga sonhos mal paridos e imprime-me um movimento pendular junto ao omnipresente abismo, transpiro pelos poros da alma.
Artur Rockzane
Do inferno e insubmissa Messalina decreta: - que ardam as cidades
a fronte em luz
desposei o Cristo
e a chaga abriu-se no meu sexo
fez-se carne
desvairada excito a santidade
num alvoroço sou
la puta de dios
Artur Rocksane
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=1&s=22&l=1578
Ler teatro é um verdadeiro espectáculo!
Em Portugal não há o hábito de ler teatro, as peças em livro. Porquê? Por que nos contentamos em ver o espectáculo?. "Urge autonomizar este género maior da literatura mundial, sublime espelho da Humanidade.
Não podemos esquecer que 16 dos ptémios Nobel da Literatura pertencem à dramaturgia. Além disso, a sua leitura promove cognitivamente duas das habilidades mais solicitadas pelos paradigmas do mundo contemporâneo - capacidade de comunicação verbal sintáctica, ou seja, falar pouco e dizer muito, e criatividade prática" - in Revista Os Meus Livros nº 106 de Janeiro 2012.
Dez peças fundamentais, para ler com o corpo todo:
O fim - António Patrício; Frei Luís de Sousa - Almeida Garrett; Hamlet - Shakespeare; Autos - Gil Vicente; Berenice - Jean Racine; A gaivota - Anton Tchecov; Se o mundo não fosse assim - José Maria Vieira Mendes; Woyzeck - Georg Buchener; O rei Édipo - Sófocles.
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Woyzeck
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Não passarão!
“Nestes últimos tempos”, escreveu Sophia de Mello Breyner, a seguir ao 25 de Abril, “é certo a esquerda fez erros, / Caiu em desmandos confusões praticou injustiças / Mas que diremos da longa tenebrosa e perita / Degradação das coisas que a direita pratica? / Que diremos do lixo do seu luxo (…) / que diremos / De sua fe
roz ganância e fria possessão? / Que diremos de sua sábia e tácita injustiça / Que diremos de seus conluios e negócios? / (…) Que diremos de suas máscaras álibis e pretextos / (…) que diremos da meticulosa eficaz expedita / Degradação da vida que a direita pratica?”
sábado, 15 de setembro de 2012
Por que se desloca o homem para o afrontamento do abraço
Há notícias e notícias
De coisas que vêm à superfície
Em nome do povo
Em nome do número
Coisas que são como emboscadas.
Francisco Vinhas
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=1&s=17&l=2712
Lado negro
Pálpebras
Podes fechar os olhos, é teu o olhar.
Vês cores luminosas que se movem exuberantes
no negro palco
onde espectadores cegos aguardam
a hora mágica.
Estilhaços de luz.
Poderíamos olhar de olhos fechados
a vida inteira
e dançávamos sonâmbulos
nas tuas finas pálpebras
- elas filtram fantasmas que ninguém vê!
Brincar docemente ao som transparente
tranquilo
pacífico
das tuas pálpebras
tão finas e frágeis, quase invisíveis,
que protegem meio olhar.
E mesmo que feches os olhos,
vês sempre qualquer coisa...
Mesmo que os feches com muita força,
vês mais.
O olhar é a maçaneta da porta,
a decisão de não ficar nem partir.
Basta ver uma vez.
Fecha os olhos e abre o peito.
Devagar, devagar...
Não vês?
Marco Dias
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=1&s=17&l=2529
Podes fechar os olhos, é teu o olhar.
Vês cores luminosas que se movem exuberantes
no negro palco
onde espectadores cegos aguardam
a hora mágica.
Estilhaços de luz.
Poderíamos olhar de olhos fechados
a vida inteira
e dançávamos sonâmbulos
nas tuas finas pálpebras
- elas filtram fantasmas que ninguém vê!
Brincar docemente ao som transparente
tranquilo
pacífico
das tuas pálpebras
tão finas e frágeis, quase invisíveis,
que protegem meio olhar.
E mesmo que feches os olhos,
vês sempre qualquer coisa...
Mesmo que os feches com muita força,
vês mais.
O olhar é a maçaneta da porta,
a decisão de não ficar nem partir.
Basta ver uma vez.
Fecha os olhos e abre o peito.
Devagar, devagar...
Não vês?
Marco Dias
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=1&s=17&l=2529
Ensaios sobre a cultura contemporânea
"Não conhecemos a dor. Não queremos conhecê-la, nas sociedades anestesiadas em que vivemos, no mundo ocidental ou ocidentalizado. Desde os Gregos que a dor é, ou evitada, ou sublimada, ou barbarizada (vulgarizada). No mundo de paixões que era o da tragédia antiga, a dor - tal como a beleza e a alegria, o canto e o êxtase -, é matéria prima da vida ritualizada"
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=5&s=112&l=2606
Programa do Festival do Livro em 21, 22 e 23 de Setembro no Porto
21,22 e 23 de Setembro de 2012
Avenida das Tílias, Palácio de Cristal – Porto
ENTRADA LIVRE
Sexta, 21
Espaço Infantil
16.00h Oficina Infantil Aventuras
Urbanas
Poetry Corner
16.30h O Senhor dos Cordéis
Contador de Histórias THomas Bakk
Concha Acústica
21.00h “Na Concha em Pontas”
Estúdio de Dança Margarida Valle
22.00h “A Corte do Norte” de João botelho
Cineclube do Porto
Avenida das Tílias
21.30h Performance “Bobina 3 Caixa
5”
texto de Samuel Becket
Acaro Companhia de Teatro
Sábado, 22
Espaço Infantil
11.00h Hora do Conto Palhaço
Micas
16.00h Oficina Infantil Aventuras
Urbanas
17.00h Trapos com histórias Saphir
Cristal
+ Música de Liliana Salomé
Poetry Corner
15.00h Lançamento do Livro “A Solidão
dos Inconstantes” de Raquel Serejo
Martins
Clube de Leitores
16.00h Leitura encenada “A Tabacaria” de
Fernando Pessoa por Nuno Meireles
Imprensa Nacional Casa da Moeda
17.00h Música e Poesia no Olimpo
Bar Olimpo
18.00h Mirandês no Bairro dos Livros
“Lengalenga de Sendim”+Lançamento
livro "Ditos burriquitos" por Niebro
Avenida das Tílias
17.00h Cortejo Grupo Gaita Borralheira
Concha Acústica
16.00h Quarteto Vera Cruz Bossa
Nova
19.00h Danças e Cantares de Miranda
NEFUP
20.30h Cavaquinhos do Marquês
21.30h Poesia de Choque Luís
Beirão +
António Pedro Ribeiro
22.30h João Morais Cantautor
Domingo, 23
Espaço Infantil
11.00h Música para Bebés Trupe Sons em
Cena
15.00h Oficina Infantil Aventuras
Urbanas
17.00h Oficina de Construção de Malas e
Baús de Cartão Ivo Cruz
10€ por mala\baú \ Inscr. até 19\09
Poetry Corner
18.00h Cheirinho de Poesia Bar
Olimpo
Auditório da Biblioteca
17.00h Porto de Encontro
com Mário de Carvalho
(Diseur Lourdes dos Anjos)
Sérgio Almeida+Porto Editora
Concha Acústica
16.00h Lourdes dos Anjos
+ concerto Sons d’Outrora
17.00h “A Portugalidade”
Colectivo Portugal Poético
19.00h “fa-la-do”
Guitarra Portuguesa, Clássica e
voz
Animação no Festival
BURRINHOS DE MIRANDA :: In-Libris
(Transporte\Estadia + Alimentação \ Tratadores 600€)
Emissão de directos :: RÁDIO MANOBRAS
Oficina de Tipografia :: Walter Almeida
Tapas e Petiscos :: A Cantina do Manobras
Personificação de Poetas :: O CANTO DE
ALCIPE
Baú com Sotaques :: SOTAQUES PORTUGAL BRASIL
OFICINA Viagem ao Paleozóico :: Trilobites Carlos Dias
Marilyn e a física quântica
"Se é puta, que faça de puta. Damos-lhe o papel de «sobrinha» que se atira ao «tio»?
- disse o realizador de cinema John Huston.
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=6&s=107&l=2711
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
A nossa certeza já não existe
Aqui nos tens.
Não nos faças maiores
do que à natureza das horas
é dado cumprir.
Em volta da tua boca
continuarás a dizer-nos
e a ouvir-nos
porque esse é o destino
que habita a voz
no coração das sementes.
Ao tempo das marés
arrebatarás cada dia
e viverás a luz
das mortes que te são destinadas.
Poré, com elas,
não poderás ferir
a conturbada inocência de existir
nem, por isso, exercerás mais danos
do que aqueles de que necessitas
para te saberes humano.
R. Lino
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=1&s=17&l=2710
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Ai, Natália que falta fazes no Parlamento!
Nasceu em 13 de Setembro de 1923
Do sentimento trágico da vida
Não há revolta no homem
que se revolta calçado.
O que nele se revolta
é apenas um bocado
que dentro fica agarrado
à tábua da teoria.
Aquilo que nele mente
e parte em filosofia
é porventura a semente
do fruto que nele nasce
e a sede não lhe alivia.
Revolta é ter-se nascido
sem descobrir o sentido
do que nos há-de matar.
Rebeldia é o que põe
na nossa mão um punhal
para vibrar naquela morte
que nos mata devagar.
E só depois de informado
só depois de esclarecido
rebelde nu e deitado
ironia de saber
o que só então se sabe
e não se pode contar.
Natália Correia
Omnivoraz
Sou o omnivoraz filho
herdeiro de insensatez genética
da fervida veia poética
que se desculpa com a natureza.
Trago no ADN comportamentos estrangeiros,
irresponsabilidade infantil,
cabazes de risco e premonição,
sonhos de marinheiro, poemas nos pulmões.
Devoro quadros e marisco,
palavras de Roquefort.
Tenho fome de ideologias, sede de magias.
Sofro de indigestões.
Desafio tudo e todos
a percorrerem o meu fio milimétrico
em pezinhos de lã azul,
a atravessarem a minha fronteira negra
com passaporte falsificado.
Podem sempre voltar e retroceder
para isso a que se chama passado,
vomitar na semi-iluminada alfândega
o medo aos pedaços.
Mastigo a insuportável imoralidade social
e cuspo as suas grainhas de uva
a três metros de distância
de tudo e todos.
Ponho em causa mesmo o infinito.
Durante o pouco tempo que me resta,
transformo o último segundo
no derradeiro risco.
Eu já sabia que iria ser assim, e tu?
É o único decente formato de vida
inteiro, sentido, vivido e morrido.
A vida mal copiada de um ficheiro ZIP.
Marco Dias
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=1&s=17&l=2529
herdeiro de insensatez genética
da fervida veia poética
que se desculpa com a natureza.
Trago no ADN comportamentos estrangeiros,
irresponsabilidade infantil,
cabazes de risco e premonição,
sonhos de marinheiro, poemas nos pulmões.
Devoro quadros e marisco,
palavras de Roquefort.
Tenho fome de ideologias, sede de magias.
Sofro de indigestões.
Desafio tudo e todos
a percorrerem o meu fio milimétrico
em pezinhos de lã azul,
a atravessarem a minha fronteira negra
com passaporte falsificado.
Podem sempre voltar e retroceder
para isso a que se chama passado,
vomitar na semi-iluminada alfândega
o medo aos pedaços.
Mastigo a insuportável imoralidade social
e cuspo as suas grainhas de uva
a três metros de distância
de tudo e todos.
Ponho em causa mesmo o infinito.
Durante o pouco tempo que me resta,
transformo o último segundo
no derradeiro risco.
Eu já sabia que iria ser assim, e tu?
É o único decente formato de vida
inteiro, sentido, vivido e morrido.
A vida mal copiada de um ficheiro ZIP.
Marco Dias
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=1&s=17&l=2529
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Poema Sem Herói
Chegam até mim, muitas vezes, rumores tergiversos e absurdos sobre o "Poema Sem Herói". Há quem me aconselke, até, a tornar o poema mais compreensível.
Abstenho-me disso.
O poema não contém quaisquer terceiros, sétimos ou vigésimos nonos sentidos.
Não vou modificá-lo nem explicá-lo.
Quod scripsi, scripsi.
Anna Akhmátova
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=2&s=78&l=2709
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
1º FESTIVAL DO LIVRO
Nos dias 21, 22 e 23 o Bairro dos Livros acontecerá com o 1º Festival do Livro, nos jardins do Palácio de Cristal, ao longo da belíssima e carismática Avenida das Tílias. Os Livreiros e Alfarrabistas do Porto estarão presentes com as suas bancas de livros mas poderão participar todos os que o pretenderem Basta contactarem para esse efeito: cultureprint@gmail.com.
Haverá concursos, conferências, exposições, lançamentos, leituras, música, oficinas, performances, poesia, teatro, tertúlias, bons comes e bebes, muito convívio e muita FESTA.
Lado negro
no centro das pedras;
toda a sonoridade
do outro lado do mundo;
a partitura vazia da dança
solitária das crianças.
O baloiçar de uma
brisa amena, um andar nocturno.
A língua anestesiada,
sem expressão;
um esperanto por dizer
na única pergunta:
onde está o meu silêncio?
Descubro o mapa do labirinto
que me conduz ao lugar
escondido e fechado
da minha intenção
em forma de reticências.
Encosto os dentes às palavras
que magoam como pregos,
mastigo as pétalas negras;
misturo as pestanas
que crescem nos olhos
como teias de aranha;
deixo de ouvir
e penso silenciosamente
na provada insanidade
deste mundo onde vivo.
Já ouvi demais por ora!
Só quero dormir,
sentir o meu silêncio
um branco acinzentado
com textura de algodão
Marco Dias
sábado, 8 de setembro de 2012
Contos de um incompreendido
"É imutável, continua sempre empoleirado sobre o pálido busto de Pallas, por cima da porta do meu quarto. Os seus olhos com um brilho demoníaco, parecem pensativos. A luz da minha lâmpada projecta a sua sombra contra o solo, e além do círculo desta sombra, que jaz flutuando sobre o solo, a minha alma não poderá elevar-se mais!"
Edgar Allan Poe
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Relembrar Alvaro Feijó
Fraqueza
Encontrei-me sózinho,
mas animado de uma força rara,
no princípio, ou no fim, deste caminho
que para mim traçara.
E caminhei, segui.
Mas cansei-me depressa da subida.
Fico a dormir, passou por mim a Vida...
O meu caminho... nunca mais o vi...
Álvaro Feijó
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=1&s=18&l=2708
Encontrei-me sózinho,
mas animado de uma força rara,
no princípio, ou no fim, deste caminho
que para mim traçara.
E caminhei, segui.
Mas cansei-me depressa da subida.
Fico a dormir, passou por mim a Vida...
O meu caminho... nunca mais o vi...
Álvaro Feijó
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=1&s=18&l=2708
Mihai Eminescu, poeta romeno
(...)
Por demais rasgando a pátria, vossa máscara no chão,
Por demais lama e vergonha atirastes à nação,
Por demais escarnecestes costumes, língua, ra´z,
Para não se ver agora o que sois - gentalhas vis!
Sim, o lucro sem trabalho, eis a única destreza;
A Virtude? um disparate; o Génio? uma tristeza.
Mihai Eminescu
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=2&l=2707
Por demais rasgando a pátria, vossa máscara no chão,
Por demais lama e vergonha atirastes à nação,
Por demais escarnecestes costumes, língua, ra´z,
Para não se ver agora o que sois - gentalhas vis!
Sim, o lucro sem trabalho, eis a única destreza;
A Virtude? um disparate; o Génio? uma tristeza.
Mihai Eminescu
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=2&l=2707
A realidade é um monstro
Raridade:
Coração sujo - A. da Silva O. - Black Son Editores, 1999 - 15,00€
www.livrariapoetria.com
"Escrevi-lhe um poema de amor e ela cuspiu-me no coração" - A. da Silva O.
Coração sujo - A. da Silva O. - Black Son Editores, 1999 - 15,00€
www.livrariapoetria.com
"Escrevi-lhe um poema de amor e ela cuspiu-me no coração" - A. da Silva O.
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Cinema com Poesia I
i carry your heart with me(i carry it in
my heart)i am never without it(anywhere
i go you go,my dear;and whatever is done
by only me is your doing,my darling)
i fear
no fate(for you are my fate,my sweet)i want
no world(for beautiful you are my world,my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you
here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life;which grows
higher than soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart
i carry your heart(i carry it in my heart)
E. E. Cummings dito pelo Heath Ledger em Candy (2006)
Transfusão de palavras
Deixa-me sangrar pelos poros
ou estanca, se quiseres,
os meus conceitos envenenados,
a minha mentira ingénua
da qual também és responsável.
Bloqueia o que penso devagar:
faz um garrote aos desentendimentos
das sílabas desenquadradas
saídas da fábrica que produz
barulhos incompreensíveis
numa linha de montagem.
Deixa-me sangrar lentamente
o meu sangue vivo e branco;
oxigena a escrita amadora
livre e plural do ser manifesto.
As palavras são tuas
ofereço-tas embrulhadas
numa folha de papel-manteiga.
A plaqueta tectónica mental
provoca um sismo padrão
e dita a condição sem sorte.
O que interessa aqui estar
se não disser o que sinto
ou entender o que penso?
O tempo é uma invenção do homem,
a boca uma cicatriz por fechar.
Faz-me uma transfusão de palavras
para ressuscitar o verbo desmaiado.
Acaricia-me a fronte
com gestos suaves,
limpa-me o suor,
não digas mais nada...
Isto já passa...
Marco Dias
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=1&s=17&l=2529
ou estanca, se quiseres,
os meus conceitos envenenados,
a minha mentira ingénua
da qual também és responsável.
Bloqueia o que penso devagar:
faz um garrote aos desentendimentos
das sílabas desenquadradas
saídas da fábrica que produz
barulhos incompreensíveis
numa linha de montagem.
Deixa-me sangrar lentamente
o meu sangue vivo e branco;
oxigena a escrita amadora
livre e plural do ser manifesto.
As palavras são tuas
ofereço-tas embrulhadas
numa folha de papel-manteiga.
A plaqueta tectónica mental
provoca um sismo padrão
e dita a condição sem sorte.
O que interessa aqui estar
se não disser o que sinto
ou entender o que penso?
O tempo é uma invenção do homem,
a boca uma cicatriz por fechar.
Faz-me uma transfusão de palavras
para ressuscitar o verbo desmaiado.
Acaricia-me a fronte
com gestos suaves,
limpa-me o suor,
não digas mais nada...
Isto já passa...
Marco Dias
http://www.livrariapoetria.com/livro.php?m=1&s=17&l=2529
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